AAS - Acessórios e Auxiliares no Sexo


20/01/2012


Voyeurismo

Parte Final

A arte tem produzido excelentes expoentes dessa prática: Salvador Dalí em suas memórias relata seus desejos voyeuristas, Picasso, em seus últimos trabalhos, expôs mulheres mostrando a vulva ou peitos, e neles o artista retratava seu lado em vê-las passivamente. Por sua vez, o Marquês de Sade afirmou em seu livro "Os 120 Dias de Sodoma” que a satisfação é válida de qualque forma, sem limitar ou controlar. Alfred Hitchcock em "Janela Indiscreta", Kieslowsky com "Um pequeno filme sobre o amor" e  Brian de Palma com "Dublê de Corpo" valorizou artisticamente esse assunto através de uma janela para descobrir cenas eróticas ou perturbadoras. Em vários filmes de Luis Buñuel, Federico Fellini e Pier Paolo Pasolini. Os Contos de Canterbury. No trabalho Alfred Hitchcock, de 1954, um foto jornalista, James Stewart imobilizado numa cadeira de rodas e desocupado em casa com a perna engessada, observava o comportamento de seus vizinhos do outro lado da rua. Em um debate com François Truffaut, Hitchcock admitiu: "Sim, o homem era um espectador, mas os espectadores não somos todos nós?". Truffaut admite: "Somos todos voyeurs, pelo menos quando assistimos a um filme”.

Será que aquela sua vizinha que fica na janela de sua casa ou sentada em sua calçada vendo o movimento de quem passa por ali, sente prazer naquilo? Então ela é uma vouyer? Nesse caso existe o agravante dela mostrar interesse, perguntar e divulgar sobre a vida do vizinho para os conhecidos. Do que se passa até dentro de suas casas ela dá de conta. A única diferença é que ela não se esconde, não goza, e as vezes nega.

Mas além da questão patológica, a era digital impulsionou o consumo de imagens mostrando os efeitos sobre a sociedade das paixões humanas, o ódio, a miséria, diversas práticas sexuais, incesto, infidelidade, rivalidades políticas e ideológicas. A Mídia televisiva e impressa exploram em quantidades industriais tais conteúdos: sensacionalismo do gênero. Vivemos uma era onde o segredo tornou-se indústria e o que vende e muito é a noticia da vida íntima de uma celebridade. Explorando o lado mórbido dos telespectadores surgiu anos atrás o espetáculo televisivo público chamado de Reality Show,  que os prendem na cadeira durante horas, mudando de uma canal para outro com frenesi, em busca de visualizar uma cena contendo uma dose de sadismo, um nu, uma discussão acalorada entre os participantes, uma abordagem mais ou menos explícita sensual ou em posições sexuais excitantes. Neste tipo de show, todos os pecados são registrados pelas câmeras, mas nem todas as cenas vão pro ar.  Ver as fraquezas, conhecer a luxúria ou a miséria, intrigas e intimidades dos outros são os objetivos dos telespectadores. Os reality shows então é uma verdadeira exploração do prazer do voyeur

Amar, seduzir e ser seduzido pelas imagens essa  é a relação visual do voyeur com a  sua prática. Mas analisando todos os pontos, nascemos vouyers ou a internet, a tv, o celular com imagens, as revistas, o ouvido na parede que “dá” para o vizinho, a naturalidade de ir até a janela de casa ver o movimento da rua, escutar a conversa na extensão do telefone nos tornaram vouyers com ou sem fim de satisfação sexual?

 

Redação final: Acessoria de marketing às 16h57
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16/01/2012


Voyeurismo

 

parte 1

 

O indivíduo telespectador.

 

A necessidade áudio-visual de satisfazer o desejo do homem é típico de todas as idades. Mas com a evolução das tecnologias digitais, o desenvolvimento de um novo conceito de satisfação pela visibilidade tem aumentado a necessidade  primária do indivíduo telespectador. De alguma forma, o voyeur, como é conhecido o indivíduo que se satisfaz sexualmente vendo imagens eróticas, pode virar um  compulsivo erótico ou ter sua vida sexual sociável alterada por esse impulso. Indivíduos que, com tendências viciantes, encontram satisfação num universo fictício, substituindo a ação pelo olhar.

A prática pode surgir desde uma revista erótica, passando por espionar aquela vizinha bonitinha  ou o casal vizinho, até ficar horas sentado na frente da tela de um computador ou assistindo vídeos pornôs na tv. Esse sujeito contemporâneo tem que  satisfazer o seu desejo visual, que com certeza surgiu de uma simples curiosidade até o ponto de ficar incontrolável. Se o desejo de olhar está implícito na natureza do homem, o consumo de imagens propostas pela era digital subiu ao infinito em todos os lugares, a toda hora, principalmente nos canais da mídia televisiva onde em tudo é colocado um apelo no mínimo sensual, para divulgar determinado produto que em alguns casos não tem nada a ver com as imagens ali expostas, ou seja, somos direcionados e impulsionados pela ação cotidiana das propagandas em todos os lugares e a toda hora.

Deve-se então pensar se essa prática é saudável. Se o homem nasce com essa tendência, ou simplesmente adquire com o passar do tempo e o aumento da maturidade sexual.

O voyeu é um indivíduo muito tímido e não perigoso, que se satisfaz somente em olhar pelo buraco da fechadura, em observar a vida sexual dos outros, ou os corpos semi-nus das moças que transitam na calçada. Mas que, logo depois quando as imagens voltam a sua mente, complementam e finalizam seu prazer através da masturbação. Não necessariamente estes indivíduos são homens de qualquer idade, em pequeno número isso também é a prática das mulheres em  algum momento de sua vida, seja na adolescência ou na fase adulta, induzidas pela mídia expondo atores em corpos sarados ou quando estão num casamento não tão gratificante sexualmente.

O voyeurismo é tratado pela psicanálise como um distúrbio que se desenvolve na infância, e envolve um desequilíbrio na maturação dos impulsos sexuais. Para a psicanálise é um tipo de  angústia de castração causados por testemunhar a cena de  uma relação sexual dos pais, ou simplesmente contemplando os órgãos genitais dos adultos.

Alguns sexólogos acreditam que voyeurismo é a prática através de um objeto intermediário: um telescópio, uma câmera, um buraco de fechadura ou uma falha da janela, ou seja, algo que protege o indivíduo como um escudo à distância para garantir controle sobre as vítimas, causando um certo recalque porque sabe que nunca vai tocar nos elementos espionados. Toma bastante cuidado em não ser descoberto  pois isso atrapalha o seu prazer e causa frustração e angústia, principalmente se está ao mesmo tempo se masturbando. Normalmente os perigos de serem descobertos os excitam ainda mais. Temem que seus pais  descubram as revistas pornôs escondidas.

Mas torna-se uma doença quando somente a prática em olhar senas de sexo é preferencial e o único modo de ter seu desejo sexual satisfeito, a única forma de ter prazer. Isso gera as dificuldades sérias no contato inter-pessoal e emocional,  perturba as relações sociais e de trabalho.

Sabendo nesse impulso de grande parte dos homens a  indústria que trabalha com imagens áudio-visual sexual prosperam cada vez mais:  filmes, websites, revistas, entretenimento ao vivo, uma variedade de formas e espaços para atender e satisfazer esse impulso. 

Redação final: Acessoria de marketing às 12h27
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